A luta das mulheres por um lugar ao sol atravessa décadas e até hoje não se findou. As guerras mundiais trouxeram as mulheres para uma posição similar aos homens no mercado de trabalho e no século XIX surgiram algumas leis para beneficiá-las.
A ascensão da mulher num território extremamente masculino se dá, de acordo com algumas pesquisas, por conta da falência dos modelos criados por eles.
Todas as pesquisas relacionadas a esse campo mostram as mulheres alcançando patamares mais altos a cada ano, mas não podemos deixar de lembrar que há muito o que melhorar. Em cargos de chefia, direção e supervisão ainda são os homens que lideram apesar de sermos em maior quantidade que eles. O preconceito ainda impera e é com ele que devemos lutar diariamente.
A diferença salarial, de acordo com o IBGE, aponta que quanto maior o grau de escolaridade das mulheres no mercado, maior é o salario delas.
Essas diferenças são herança de um modelo de sociedade patriarcal. Essa cultural que implantamos nos nossos filhos e filhas desde que nascem de que mulher tem que brincar de boneca e fazer comidinha e que o homem tem que ser o chefe da casa e jogar bola só contribui para que essa disparidade nunca termine.
Pelo mundo, as diferenças também se igualam com a questão brasileira. Na Rússia, mesmo com uma população predominantemente feminina, elas ainda são discriminadas e encontram dificuldades para assumir cargos mais elevados. Situação bem pior na índia, onde fatores religiosos e culturais influenciam diretamente a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. Existe pouca mão de obra feminina, e as mulheres ainda são tradicionalmente responsáveis pelas tarefas do lar. O cenário mais positivo é o da China onde 74% das mulheres ativas estão inclusas na força de trabalho, o problema é que elas estão sujeitas ao trabalho braçal do meio rural.
O país hoje está num cenário em que uma mulher preside, e fora a briga política devemos começar a pensar o quão importante essa conquista se dá num Brasil que teve a ditadura machista imperando por muitos anos. Essa conquista é nossa, das mulheres que não se rendem.

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